CULTURAS MONITORADAS

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Boletim Agrometerológico do mês de Julho (2020)
 
  O mês de julho foi marcado pela estiagem entre as regiões agrícolas do país com exceção das regiões norte e sul, nas quais o volume de chuva foi superior a 180 mm. Destaque para o estado de Roraima onde a chuva total superou 240 mm (Mapa 1). No centro-oeste, em contraste, praticamente não choveu e a chuva acumulada não passou de 30 mm, com seca em todo o território. A mesma situação foi observada em quase toda a região sudeste, com exceção de algumas localidades na zona litorânea, onde o volume variou entre 30 e 60 mm. Na região nordeste, o volume de chuvas oscilou entre 30 mm e 150 mm. No MATOPIBA, a chuva acumulada não passou de 30 mm.

Em virtude da restrição de chuvas o armazenamento hídrico no solo ficou abaixo de 15% na maior parte do território brasileiro. Exceção foram os extremos norte e sul do Brasil, onde o armazenamento hídrico foi superior a 45%. Destaque para Roraima onde a umidade do solo foi superior a 90%. No MATOPIBA, o armazenamento hídrico ficou abaixo de 15%, com exceção da região oeste do Maranhão, onde a umidade do solo atingiu o intervalo de 15 a 30%. Na maior parte do território nordestino o armazenamento hídrico foi inferior à 15%, entretanto, devido às chuvas no litoral e tabuleiros costeiros a umidade subiu e passou dos 45%.

Nas regiões norte e centro-oeste, as temperaturas máximas foram de 25°C a 33°C, com destaque para os estados do Mato Grosso, Rondônia, Pará e Rio Grande do Norte, bem como a região do MATOPIBA, onde as temperaturas máximas atingiram 33°C no mês de julho. Exceção foi a Bahia, onde as máximas ficaram abaixo de 25°C em boa parte do Estado. O mesmo ocorreu nas regiões sul e sudeste, onde as temperaturas máximas também ficaram abaixo dos 25 °C.

As mínimas ficaram acima de 22°C na região norte e nordeste. Para a região sudeste, os valores de temperaturas mínimas oscilaram no intervalo de 13 ºC a 19 ºC. Na região sul do país, as mínimas foram inferiores à 10°C. Destaque para o sul do Paraná, quase todo o território de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde as mínimas ficaram abaixo de 10°C na média do mês, com frio intenso e com ocorrência de geadas. 

TEMPO E AGRICULTURA BRASILEIRA

O frio intenso provocou geadas na região centro-sul do território brasileiro no início do mês de julho, afetando o desenvolvimento das pastagens na região de Araçatuba em São Paulo, incluindo áreas produtoras de milho no sul e oeste do Paraná. Felizmente, foram registrados apenas danos pontuais nessas lavouras de milho, uma vez que já estavam bem avançadas, reduzindo os danos causados pelo frio. Apesar de mínimos, esses danos se somam às dificuldades enfrentadas pelos produtores do Paraná na condução das lavouras de feijão no estado do Paraná, que foram bastante afetadas pela estiagem em fases importantes para a formação da produção da cultura.

Com o afastamento da primeira massa de ar polar para o oceano Atlântico, ainda na primeira semana do mês de julho, o frio ficou restrito às regiões serranas da região sul. Durante o mês de julho o tempo firme e sem chuvas para a região de Minas Gerais, favoreceu os trabalhos de colheita do café e sustentou os preços da cultura. Por outro lado, devido às chuvas na região sul, os cafeicultores paranaenses enfrentaram dificuldades na secagem do café, devido ao clima mais frio e úmido.

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul, após se recuperarem do excesso de chuvas em consequência da passagem de dois ciclones pela região, tiveram seu desenvolvimento vegetativo prejudicado pelo surgimento de doenças favorecidas pelas condições do tempo ao longo do mês. Uma segunda frente fria ganhou intensidade no final do mês e baixou as temperaturas novamente, afetando as lavouras do norte gaúcho por causa do excesso de umidade do solo, com perdas na adubação, lixiviação de nutrientes e dificuldades para operações de campo.

O clima seco em São Paulo e no Centro-Oeste acelerou a moagem da cultura-da-cana-de-açúcar, uma vez que as condições climáticas desde o mês de abril possibilitaram o corte e transporte com alta eficiência, principalmente na última quinzena de julho, quando houve um recorde na moagem quinzenal da safra 2020/2021. Devido ao reflexo da maior moagem, da melhor qualidade...

SOBRE

 

Sistema TEMPOCAMPO é uma ferramenta especialista de apoio a tomadores de decisão dos setores público e privado. Uma robusta infraestrutura computacional, alicerçada de amplos e consistidos bancos de dados climáticos para todos os estados brasileiros e avançados modelos calibrados para as condições específicas de cada ambiente de produção do Brasil permitem antever com boa acurácia o efeito do clima sobre o desempenho das culturas e pastagens ao longo da safra, reduzindo a incerteza do mercado, subsidiando indústrias e norteando ações de manejo dos produtores.

É um produto Esalq/USP, resultado de mais de uma década de pesquisa em modelagem agrícola, fisiologia vegetal e agrometeorologia. Trata-se de uma iniciativa regularmente executada dentro da Esalq e operado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq). Desde 2016 o TEMPOCAMPO representa uma ponte de transferência de tecnologia da academia para tomadores de decisão e analistas interessados na informação climática aplicada. O TEMPOCAMPO atende atualmente dezenas de empresas, instituições públicas e associações de produtores em várias regiões do Brasil, nos setores de cana-de-açúcar, milho, soja, algodão e pecuária intensiva.

 

 

 

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